segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um lugar na janela: relatos de viagem, by Martha Medeiros


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Numa senda em que são poucas as mulheres que se aventuram, causa surpresa encontrar uma dama publicando narrativas de viagem. Seu nome merece destaque: Martha Medeiros, gaúcha de escrita saborosa, autora de vários livros de crônicas e poesias que você que gosta de ler já deve ter visto naqueles totens da editora L&PM. Se não viu, procure ver, há sempre muita coisa boa nos pockets dessa simpática editora.

Da Martha eu nunca havia lido nada; para dizer a verdade, eu achava que ela era uma escritora portuguesa, sei lá o motivo, e que escrevia livros voltados exclusivamente ao público feminino, o que não é o caso, uma vez que sua maneira de observar o mundo não se limita ao temido (pelos homens, claro) universo feminino, se é que isso realmente existe.

Mas eis que uma amiga me deu uma caixa cheia de livros usados e entre eles havia dois títulos da Martha: Topless e Trem-bala, ambos coletâneas de crônicas que a autora publica nos jornais O Globo e Zero Hora. Como gosto muito do gênero, separei-os para ler no metrô, que pede uma leitura mais descompromissada, uma vez que viajo poucas estações diariamente na ida ao trabalho.



Vou lhe contar: adorei os textos da Martha, mulher inteligente e com ótimo senso de humor – coisa melhor não há. Gostei tanto que nem pensei duas vezes antes de comprar seu mais recente trabalho, Um lugar na janela – relatos de viagem, deliciosa reunião de narrativas das viagens que a autora fez em diferentes fases da vida.

Estão lá as clássicas mochilagens pela Europa, de uma viajante nos seus vinte e poucos anos; passagens pelo Chile, cidade em que chegou a viver alguns meses; depois nessa ordem ela conta suas aventuras pela Grécia, Istambul, Marrocos, Rio, Japão e Peru, entre outros lugares bacanas. Nem dá para escolher, todos os relatos são pura diversão.

Desconfio que a Martha já ensaiasse há algum tempo essa aventura pela literatura odepórica e digo o motivo da minha desconfiança: na sua obra de 1997, Trem-bala, aparece um texto intitulado Viajar para dentro, em que ela escreve com muito sentimento sobre o ato de viajar, bem ao estilo dos textos que você encontra aqui no blog e que diz o seguinte:



“(...) Viajar é transportar-se sem muita bagagem para melhor receber o que as andanças têm a oferecer. Viajar é despir-se de si mesmo, dos hábitos cotidianos, das reações previsíveis, da rotina imutável, e renascer virgem e curioso, aberto ao que lhe vai ser ensinado. Viajar é tornar-se um desconhecido e aproveitar as vantagens do anonimato. Viajar é olhar para dentro e desmascarar-se.”

O próprio título do livro, que por sua vez é o título da última crônica dessa coletânea, Trem-bala, remete aos deslocamentos. Nesse texto a Martha traça um interessante paralelo entre a vida que a gente leva e um trem que viaja num ritmo alucinante; começa lembrando o leitor daquela antiga novela da TV Manchete, Pantanal, que quebrou paradigmas televisivos com suas longas e repetitivas tomadas de paisagens e banhos de rios - e bela trilha sonora, diga-se de passagem.  Diz a autora, e havemos de concordar com ela, que o povo “acostumado com a estética do videoclipe, aquele frenesi de imagens picotadas, finalmente descansava em frente à televisão”.  Prossegue:



“A vida lenta é como uma novela que passou anos atrás e que só pode ser resgatada pela memória: não existe mais. Não há mais tempo para closes. Não há paciência para uma paisagem, para um deslumbramento, para um silêncio. Ao menos não aqui, nos trilhos urbanos, onde todos assistem à vida passar como se estivessem na janela de um TGV.”

A própria faz questão de informar, na introdução de sua nova obra, que viajar está impresso em seu DNA e que o livro nasceu, de certa maneira, quando começou a publicar posts em um finado blog em que suas narrativas de viagem davam o maior ibope. Não duvido, o estilo de escrita da Martha é come-páginas, não dá vontade de parar de ler.

Dessa vez não vou transcrever nenhum dos relatos de viagem porque quero que você vá à sua livraria predileta e compre o livro, que muito vale a pena. De lambuja copiarei para você, leitor/a, trechos de duas pequenas crônicas da Marthilda: uma sobre o ato de caminhar (Trem-bala) e outra sobre o ato de viajar, (Um lugar na janela); ambas dão uma boa noção do estilo bacana da escrita dessa gaúcha trotamundos. Namastê!


O sedentarismo tem suas delícias, porém elas acomodam-se bem na região do abdômen e dali não saem, dali ninguém as tira. É? Você está se lixando. Aos sábados de manhã, espia pela janela aquele bando caminhando pra cima e pra baixo com um headphone no ouvido e não entende como eles têm disposição para marchar em direção ao nada. Você ao menos tem um rumo: vai até a geladeira, até o banheiro, até a garagem: ida-e-volta. Mas caminhar sem ter pra onde ir?

Erro de avaliação. Todas as pessoas que caminham sabem onde querem chegar. Alguns caminham para atingir o peso ideal, outros para desobstruir as artérias. Alguns levam o cachorro pra passear, outros levam o cérebro para tomar a fresca. Pensar ao ar livre é diferente de pensar na frente da tevê, faça o teste.

Alguns caminham para enrijecer os músculos das pernas, alguns caminham para estrear os tênis novos, ou a namorada zero km. Caminhamos para respirar melhor, para suar, para empapar a camiseta. É o inverso da vaidade: quanto mais demolidos, maior a auto-estima.



Caminhamos para encontrar as árvores, reparar nas varandas dos vizinhos, olhar para o céu, lamentar os prédios pichados, descobrir uma confeitaria até então despercebida, olhar as capas das revistas expostas na banca, admirar um muro coberto com hera, pensar na vida.

Caminhar não cansa, caminhar não custa, caminhar ventila por dentro. Alivia, emagrece, surpreende e ainda nos concede a honra de ouvir música ao mesmo tempo. Caminhar sozinho ou acompanhado, com trajeto definido ou labiríntico, com ou sem relógio, por esporte, recomendação médica ou peregrinação. Caminhar é meio que uma religião.


Muitas pessoas decidem viajar em momentos de transição pessoal, quando sofreram alguma perda ou estão vivendo um dilema – necessitam passar por um divisor de águas para seguir adiante. É uma estratégia que se deve respeitar, até porque ajuda mesmo, mas é bom não esquecer que uma viagem não realiza milagres. A felicidade não será servida em bandeja de prata só pelo fato de a pessoa estar em um local distante de onde costuma sofrer seus revezes.

Decolagens nos dão a impressão de estarmos passando por cima dos problemas que ficaram em solo, mas haverá uma aterrisagem, cedo ou tarde. Claro que se ausentar é um recurso legítimo para afastar-se do que lhe incomoda, a fim de raciocinar com mais clareza e se distrair com outras coisas, mas acreditar em soluções de pronta-entrega é ilusão, não compatibiliza com o que uma viagem pode realmente lhe trazer de benéfico.



Um desses benefícios é enxergar o mundo com um olhar novo e inspirado. Um boteco, um açougue, uma igreja, um bonde, uma tabacaria, um poste, uma janela, uma placa de rua: na sua cidade natal, você quase não observa mais o mobiliário urbano e os detalhes que compõem o todo que nos cerca – já em Lisboa, em Tiradentes, em Bariloche, cada um desses lugares ganha poesia. É quando nos permitimos ficar rendidos pela beleza e pelo valor estético daquilo que, no nosso cotidiano, depreciamos como se fosse uma futilidade.

Na pressa de sair para trabalhar, de não chegar atrasado, de vencer os obstáculos de uma segunda-feira qualquer, permanecemos cegos diante do que há de encantador em cada esquina, em cada avenida que nos são costumeiras.

Viajar não cura sofrimentos, mas nos faz perceber que podemos ser bem mais do que turistas esporádicos – podemos, isso sim, ser viajantes durante os 365 dias do ano, em qualquer lugar em que se estiver, incluindo onde se mora. Comprometer-se com o encantamento contínuo pela vida não impede desconfortos do coração, dívidas com o banco ou conflitos familiares, mas dá uma trégua pra alma.
Leia: Um lugar na janela: relatos de viagem. Martha Medeiros. Ed. L&PM, 2012.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Vislumbres da Índia, by Octavio Paz


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Octavio Paz (1914-1998), prêmio Nobel de Literatura em 1998, é considerado um dos maiores escritores e pensadores do século XX. Sua obra abarca diversos gêneros, do ensaio à prosa, mas é na poesia que seu nome brilha com mais intensidade. Nascido e falecido na Cidade do México, passou a infância nos Estados Unidos, voltou ao México para iniciar os estudos superiores – em direito, inconcluso – mas acabou se encantando mesmo com a poesia.

Rodou o mundo o poeta mexicano; em 1945 ingressa no serviço diplomático, o que o leva a viver em Paris, até o ano de 1951, quando então é transferido para a Índia. Nessa missão permaneceu pouquinho tempo, pois logo o chamaram para assumir um cargo no Japão. Do país do sol nascente foi parar em Genebra e em 1954 já estava de volta a casa. Podemos dizer que Octavio Paz foi um bom viajante.



Em 1962 é nomeado embaixador do México e foi novamente cumprir sua missão na Índia, dessa vez numa longa permanência de seis anos. O livro que tenho em mãos trata exatamente desse período da vida de Dom Octavio Paz, e foi o último que publicou em vida: Vislumbres de la India.

Comprei meu exemplar no ano passado na Librería Encontros, em Santiago de Compostela, após a indicação de um vendedor que mui gentilmente me indicou a obra. Eu buscava títulos de literatura odepórica mas não queria nada relacionado ao tema das peregrinações jacobeas. Daí que o bom librero me põe nas mãos o pequeno exemplar do poeta, e eu que já tenho uma simpatia natural pela Índia nem hesitei e saí empolgado com minha aquisição. Comecei a ler o livro logo depois, sentado num café, sob os arcos da Rua do Villar. Chovia em Santiago.



Mas sabe quando você compra um livro achando que é uma coisa e depois não é nada daquilo que você imaginava? No meu caso, o que eu buscava estava ali, mas somente entre as páginas 07 e 24; entre essas folhas você conhece um pouco do Octávio Paz viajante, deslumbrado com as paisagens e encantado com os orgiásticos excessos de informação visual que a Índia tem a oferecer.



A partir da página 25, o que parecia ser um relato de viagem transforma-se em um grande ensaio sobre a arte, a espiritualidade, a filosofia e a política daquele país. Já li muitas narrativas de viagem sobre a Índia, de indianos e de gente que nem sabia do que estava falando, e garanto que a escrita de Dom Octavio é das mais inteligentes que já li sobre o país. O poeta não deixa escapar nada, até da culinária chega algo que se aproveita de maneira mais instigante. Quer ver um trecho? Vamos lá:



“A comida, mais do que as especulações místicas, é uma maneira segura de se aproximar de um povo e de sua cultura. Já sinalei que muitos dos sabores da cozinha indiana são também os da mexicana. Contudo, há uma diferença essencial, não nos sabores senão na apresentação: a cozinha mexicana consiste em uma sucessão de pequenos pratos. Trata-se, provavelmente, de uma influência espanhola. Na cozinha europeia esta sucessão de pratos obedece a uma ordem muito precisa. É uma cozinha diacrônica, como disse Lévi-Strauss, na qual os guisados seguem um após o outro, numa espécie de marcha interrompida por breves pausas. É uma sucessão que evoca tanto o desfile militar como a procissão religiosa. O mesmo acontece com a teoria, no sentido filosófico da palavra. A cozinha europeia é uma demonstração. A cozinha mexicana obedece à mesma lógica, embora não com o mesmo rigor: é uma cozinha mestiça. Nela intervém outra estética: o contraste, por exemplo, entre o picante e o doce. É uma ordem violada ou pontuada por certo exotismo. Diferença radical: na Índia as diferentes iguarias juntam-se num único grande prato. Não há sucessão nem desfile, mas sim aglutinação e sobreposição de substâncias e de sabores: comida sincrônica. Fusão dos sabores, fusão dos tempos.”



Só mesmo uma pessoa muito culta e observadora é capaz de captar a essência de uma cultura, seu ethos, através de algo tão coloquial (em termos) quanto a cozinha de um povo. É um tema fascinante que merece abordagens muito mais profundas, mas não agora.

A comida - ou o ato de comer - tem uma relação muito íntima com o sexo: ambos tratam da gula, do prazer, dos excessos, tanto que o verbo comer se conjuga tanto na mesa quanto na alcova. Um dos aspectos marcantes da cultura indiana é justamente a união do sagrado com o profano e na literatura temos o Kama Sutra como exemplo mais lembrado, assim como os templos medievais de Khajuraho, das coisas mais impressionantes que um viajante não deveria deixar de conhecer antes de aposentar suas botas.



Vou me alongar um pouquinho nessa temática. Dom Octavio Paz também se estendeu no assunto, que me fez lembrar de antigas leituras sobre os cenobitas, João Cassiano e Santo Antão e seus padres do deserto, coisa fina que só mas que ninguém mais nos dias de hoje quer saber, além de mim e de dois ou três esquisitos que devem existir por aí. Retomando o foco, quando estudamos sobre a vida desses monges e monjas do passado distante (e olha lá, porque hoje virou tudo um carnaval), o que parece chamar nossa atenção não é o retiro e a vida isolada em comunidade, mas talvez a questão da vida celibatária.

Dom Octavio Paz nota que as divindades indianas possuem, como as gregas e as romanas, uma forte sexualidade. Entre seus poderes está um imenso poder genésico que os leva a copular com todos os gêneros de seres vivos e a produzir, sem cessar, novos indivíduos e espécies. Isso você já sabe, toda mitologia em algum momento tem lá seu tempero picante.



Em um dos livros sagrados da Índia, chamado Atharva Veda, que é donde Dom Octavio tirou as informações que você vai ler a seguir, existe uma explicação fascinante sobre o tema da castidade, que merece ser lida porque lança um olhar muito diferente daquele que se observa nas tradições religiosas ocidentais. Para ler com a mente aberta, por favor:

“O prazer sexual é, por si só, valioso. Para os hindus é uma das quatro finalidades do homem; para além de ser uma força cósmica, um dos agentes do movimento universal, o desejo (Kama) é também um deus, semelhante a Eros, dos gregos. Kama é um deus porque o desejo, em sua forma mais pura e ativa, é energia sagrada: movimenta a natureza inteira e os homens.



Nesta visão da sexualidade como energia cósmica e do corpo como reserva de energia criadora reside uma das causas, provavelmente a mais antiga, da abstinência sexual. O corpo, como a natureza inteira, é vida que produz vida: a semente fecunda a terra e o sêmen o ventre da mulher. O corpo humano não só entesoura a vida: transforma sua energia em pensamento e o pensamento em poder.

A castidade começou por ser uma prática dirigida a entesourar vida e energia vital. Foi uma receita de longevidade e, para alguns, de imortalidade. Esta ideia é um dos fundamentos da filosofia do Yoga e do tantrismo. É também parte central do taoísmo chinês. A vida é energia, poder físico e psíquico: o sexo é poder e poder fecundante que se multiplica; o corpo é uma fonte de sexualidade e, portanto, de energia; reter o sêmen (bidu, em sânscrito), guardá-lo e transformá-lo em energia psíquica, é apropriar-se de grandes poderes naturais e sobrenaturais (siddhi).



O mesmo acontece com o fluxo sexual feminino (rajas). Um texto tântrico diz: ‘o bidu é Shiva e as rajas são Shakti (a consorte feminina do deus), o sêmen é a lua e as rajas o sol...’. Por isso, ainda que o prazer (Kama) seja uma das finalidades do ser humano, o sábio o descarta e escolhe a via da abstinência e da meditação solitária. O prazer é desejável, mas finito; não nos salva da morte nem nos liberta das sucessivas reencarnações. A castidade nos dá poder para a grande batalha: romper a cadeia das transmigrações.”



Isso tudo só para mostrar como uma leitura puxa outra, como nos leva a fazer pontes, como nos faz viajar. Mas também quis com isso mostrar as possibilidades infinitas que se escondem nos relatos de viagem, tanto para quem escreve quanto para quem lê. Os vislumbres da Índia de Dom Octavio Paz fizeram-no desbravar territórios pouco explorados por quem visita a Índia, exceção feita aos que lá se dirigem para estudar suas tradições espirituais e religiosas.

É tudo muito bonito nessa obra de Dom Octavio, que fala pouco das viagens, em termos de deslocamento, mas que brilha como um cristal multifacetado quando discorre sobre a vida em suas múltiplas manifestações. É preciso reconhecer, e isso só com muita leitura, que grandes narrativas de viagem não têm necessariamente que tratar dos caminhos todo o tempo; a bem dizer, os textos que se prendem mais à estrada do que às pessoas - ou às relações interpessoais - são os que menos agregam conhecimento e no final da leitura o que sobra não ajuda muito a enriquecer o leitor, à parte a diversão e o prazer por ela proporcionados.

Para não terminar sem ao menos copiar um trechinho de uma cena de deambulação desse querido autor sábio-vagamundo, transcrevo uma bonita passagem que aparece no início da obra, um vislumbre da Índia, como escreveu o próprio autor:



“(...) a noite me atraía e decidi dar outro passeio pela grande avenida que margeia o cais, uma zona tranquila. No céu ardiam silenciosamente as estrelas. Sentei-me aos pés de uma grande árvore, estátua da noite, e tentei fazer um resumo do que havia visto, ouvido, cheirado e sentido: enjoo, horror, estupor, assombro, alegria, entusiasmo, náuseas, invencível atração. O que me atraía? Era difícil responder: Human kind cannot bear much reality. Sim, o excesso de realidade se transforma em irrealidade, mas essa irrealidade se havia convertido, para mim, em um súbito terraço desde o qual me projetava. Em direção a quê? Ao que se encontra além e que ainda não possui um nome...”


Vislumbres de la India. Octavio Paz. Ed. Austral. Barcelona, España, abril de 2012. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Brazil 9000

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Começo o ano indicando aos leitores/as do Odepórica um site muito legal: brazil900.com. Descobri sua existência ao ler um artigo sobre dois aventureiros norte-americanos, na revista Go Outside  de dezembro/2012.

Os dois malucos, Gareth Jones e Aaron Chervenak pretendem percorrer os 9000 km que separam o ponto mais ao norte do país, Monte Caburaí (não, não é mais o Oiapoque) na divisa com a Guiana, e o Chuí, ponto mais ao sul do Brasil. Nada de carro, nem moto, nem nada motorizado; o lance é queimar muita sola de sapato, pedalar bastante e remar canoa quando der. Uma aventura incrível, que começou no mês de setembro e terminará quando El de Arriba permitir.


A aventura é dividida em 3 grandes, enormes trajetos: o primeiro do Monte Caburaí a Belém (de canoa), 2.500km; o segundo vai de Belém ao Rio de Janeiro – a pé; e o terceiro trajeto vai do Rio ao Chuí, na fronteira com o Uruguai, 2000km pedalados em bicicleta. 


Nem vou escrever mais nada, está tudo lá no blog dos rapazes, fotos, vídeos e o diário atualizado dos perrengues da dupla, que não são poucos, como é possível prever nesse tipo de aventura. Boa viagem e Namastê!

Para ir direto ao site, clique no link abaixo.

brazil9000.com